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Feminismos Sul-Sur é desejo e necessidade de fazer circular entre nós ideias, notas, pensamentos, propostas, ações, documentos, corpos e imagens que fazem vibrar a batalha anti-neoliberalismo via lutas e práticas feministas, tomando impulso nas lufadas de ar oriundas da América Latina — especialmente do Chile e da Argentina, nos últimos anos. Trata-se de com elas contribuir para a “revolta de revoltas” (na proposta de Javiera Manzi e Alondra Carrillo) em curso, canalizando em terras brasileiras os ventos que se mesclam pelos demais territórios e relações do sul-sul (na expressão de Silvia Rivera Cusicanqui).
Feminismos Sul-Sur é também um intento de traduzir não só linguisticamente como processualmente uma polifonia de discursos, práticas situadas e sensibilidades futuras, passadas e presentes. Um ziguezague de escrituras — práticas artísticas, pesquisas situadas, como experiências organizativas, de cuidado, sexuais, amorosas, poéticas, amistosas — e processos como a greve geral feminista 8M, a maré verde e o nem uma menos, entre outros devires feministas.
Feminismos Sul é, em suma, uma proposta coletiva e aberta ao pensamento, à poesia e a todas as corpas.
Organizam: Paula Cobo–Guevara e Tania Rivera